Rio Zona de Guerra
Autor: Leo Lopes
Editora: Avec
Nota: 10
Sebastião via na notícia da aposentadoria do velho Pedro, a
oportunidade de ocupar o cargo de porteiro chefe, seu sonho de consumo. Achava
que depois dessa promoção viveria no luxo, tendo direito a desfiles de
empregadas no seu quarto privado sempre. Sebastião queria provar para aqueles
que o desmereciam, que ele tinha chegado lá, que tinha mudado para dentro da
fronteira, sempre sonhou com o que tinha do lado de lá dos muros da fronteira. Uma
mulher é jogada de um dos prédios do condomínio onde Sebastião trabalha. O
corpo é achado em cima de um “flutuador” moderno, e o que surpreende o porteiro
é que os olhos da mulher permaneceram abertos, mesmo depois do corpo ter se
espatifado no teto do carro. Carlos Freitas entra na história para tentar
desvendar o acidente suspeito. Ele é contratado por Vivian, amiga íntima da
vítima que também não entende o que houve.
Carlos Freitas andava pela Zona de Guerra depois das 20
horas, era suicídio andar sozinho depois de uma hora daquelas mas ele não se
importava. Enquanto caminhava, pensava em todos os conflitos existentes em sua
vida, um amor do passado, uma carreira brilhante deixada pra trás. Mas o que
Carlos não sabia era que um “acidente” dentro dos muros da fronteira, seu
passado e sua carreira, junto com os acontecimentos na vida do porteiro
Sebastião, estariam todos interligados. O passado voltaria para ele de braços
abertos como lobo em pele de cordeiro e suas carências afetivas viriam todas à
tona. Mal sabia ele ser tão amado, porém tão odiado por uma nova sociedade
controladora que dominava e tinham o poder para mandar e desmandar.
Comentário:
Não dá para contar muitos detalhes do livro porque qualquer
detalhe é parte fundamental de todo o enredo da história. O livro enfim me fez
refletir sobre várias questões políticas e também sociais, aquelas que
praticamente toda a nação já está acostumada. Uns com muito, outros com nada ou
praticamente nada. Achei muito interessante a descrição das tecnologias
implementadas na história e fiquei imaginando que seria quase impossível algo
assim no brasil, nossos governos não estão interessados nesse tipo de
investimento para proteção de um todo. Fiquei muito empolgada em ter um “flutuador”
que são os carros descritos na história, eles realmente flutuam, e sinceramente
seria um máximo. Gostei do local em que a história foi citada, Jacarepaguá,
Recreio, Barra, Copacabana são todos lugares conhecidos por mim, e
sinceramente, vislumbrei em vários momentos todos aqueles acontecimentos, todas
as mudanças dos locais, como sendo verdade. A história me prendeu do começo ao
fim, é um enredo muito bom, com direito a filme se me permitem dizer. Valem a
pena conferir toda essa trama que foi tão bem elaborada que o personagem
principal, custa a entender que tudo é por causa dele. Como disse o autor, “Um
futuro muito distante”.
By Morgana das Fadas.
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